acompanhamento do paciente

brain4care permite a comparação de um novo sinal vital com o quadro clínico do paciente em tempo real e por tempo ilimitado, de modo totalmente não invasivo, sem dor nem riscos.

regulagem de válvula dvp

regulagem de válvula de dvp

acompanhamento do paciente Ambulatorial

aplicação e contexto

Hidrocefalia é uma doença causada pelo acúmulo anormal de líquor no cérebro, em um ou mais seios ventriculares, causando alteração da complacência cerebral. O acompanhamento clínico dessa doença inclui a avaliação periódica de funcionamento da válvula implantada cirurgicamente nos pacientes para regular a drenagem adequada do líquor e manter o equilíbrio do sistema nervoso central (válvula de DVP).

Sem o método brain4care, o ajuste da válvula é feito pela observação da condição clínica, em um processo de tentativa e erro até alcançar a vazão adequada. Esse processo requer retornos constantes do paciente ao consultório e pode levar de semanas a meses.

como brain4care contribui para a regulagem ou a necessidade de substituição de válvulas de dvp

A monitorização não invasiva brain4care permite verificar em poucos minutos as alterações na complacência cerebral dos pacientes.

Após realizar leituras nas posições sentada e deitada, é possível identificar a vazão inadequada ou o mau funcionamento da válvula:

  • Se a piora dos sintomas do paciente acontece quando ele está deitado e nesta posição a curva da PIC está alterada, é sinal de que a válvula não está dando a vazão necessária
  • Se a piora acontecer quando o paciente estiver sentado e nesta posição a curva da PIC estiver alterada, é sinal que a válvula está drenando mais do que o necessário

principais benefícios e impactos

  • A monitorização pode ser realizada em minutos, em diversos ambientes de assistência, sem dor nem riscos ao paciente
  • Permite reduzir o tempo para alcançar a vazão adequada da válvula de meses para horas ou dias
  • Diminui drasticamente a necessidade de deslocamento dos pacientes e acompanhantes
  • Permite otimizar a agenda do consultório abrindo espaço para atender novos casos
  • Mais segurança e assertividade na indicação cirúrgica da troca de válvula

artigo científico relacionado

Avaliação de método não invasivo para monitorização da pressão intracraniana em crianças e adolescentes portadores de hidrocefalia – Tese de Mestrado
Matheus Fernando Manzolli Ballestero

caso clínico 1 – regulagem de válvula de dvp

acompanhamento do paciente Ambulatorial

Paciente com válvula de drenagem ventrículo-peritoneal (DVP) com queixa de cefaleia intensa.

A monitorização da pressão intracraniana não invasiva (PICNI) foi solicitada pelo médico responsável pelo caso, para avaliação da DVP e acompanhamento do caso, com hipótese diagnóstica de alteração do fluxo de drenagem de DVP.

achados e conduta médica

primeira monitorização

Alteração da complacência cerebral (relação P2/P1 > 0,8)

conduta médica

Ajuste da válvula de drenagem de líquor na DVP para 10 cmH20

segunda monitorização
Complacência cerebral dentro dos parâmetros de normalidade (relação P2/P1 < 0,8)

conduta médica
Manter a válvula de drenagem de líquor na DVP em 10 cmH20

desfecho

Melhora da qualidade de vida do cliente, pois deixou de sentir dor e ir constantemente ao pronto-socorro

caso clínico 2 – regulagem de válvula de dvp

acompanhamento do paciente

Jovem, sexo feminino, com histórico de hidrocefalia, há aproximadamente 1 ano realizou o procedimento de instalação da válvula de drenagem ventricular peritoneal. Manteve quadro clínico estável durante todo o período após a instalação da DVP, a mesma comunicou ao seu médico que faria uma viagem, dessa forma, foi solicitada a monitorização da pressão intracraniana não invasiva (PICNI) para verificar o funcionamento adequado da válvula.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Complacência cerebral sem alterações (relação P2/P1 < 0,8)

conduta médica
Liberação da paciente para viagem.

desfecho

Resultado rápido sem impactar a vida da paciente, sem exposição à radiação dos exames por imagem com redução de custos.

procedimentos cirúrgicos com uso de circulação extra-corpórea

procedimentos cirúrgicos com uso de circulação extracorpórea (cec)

acompanhamento do paciente UTI

aplicação e contexto
Durante cirurgias, com uso de circulação extracorpórea, há interrupção de fluxo sanguíneo cerebral por um período em média de 6 a 7 minutos, o que aumenta os riscos de sequelas neurológicas, pois altera a complacência cerebral. Para prevenção de sequelas desse tipo, intensivistas fazem uso de várias medidas no pós-operatório, conhecidas pelo termo neuroproteção.

Como brain4care contribui para redução de sequelas neurológicas pós-operatórias
O método de monitorização não invasiva brain4care é capaz de auxiliar o intensivista a monitorizar pacientes na UTI no pós-operatório, determinando se as medidas de neuroproteção, como sedação e drogas vasoativas, estão desempenhando o papel terapêutico de normalização da complacência cerebral. Dessa forma é possível definir o melhor momento para extubação do paciente, reduzindo os riscos de sequelas neurológicas reversíveis, tais como confusão leve, perda temporária de movimentos e irreversíveis, tais como paresias (redução ou ausência da capacidade de movimentar uma parte ou lado do corpo), sequela neurológica grave (causando dependência física total ou parcial de terceiros).

principais benefícios e impactos

  • Facilidade de utilização do método não invasivo à beira do leito
  • Os dados referentes à morfologia da curva da pressão intracraniana são semelhantes ao valor numérico fornecido pelo método tradicional
  • Da monitorização ao relatório em minutos

artigo científico relacionado
Determinantes de complicações neurológicas no uso da circulação extracorpórea (CEC).
Natia de Freitas Barbosa; Danilo Martins Cardinelli; Flávia Falci Ercole
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG – Brasil

caso clínico 1- procedimentos cirúrgicos com uso de circulação extracorpórea (cec)

acompanhamento do paciente UTI

Homem, 50 anos, com histórico de reparo de aneurisma de aorta há 2 anos. Foi admitido por dissecção da aorta, com proposta cirúrgica para sua correção. Durante o procedimento ficou em circulação extracorpórea por 82 minutos, com pinçamento da aorta no 48° minuto da cirurgia e hipofluxo cerebral por 6 minutos.

Procedimento cirúrgico ocorreu sem intercorrências e ao término foi encaminhado à UTI, sedado, em ventilação mecânica com uso de drogas vasoativas.

A monitorização da pressão intracraniana não invasiva (PICNI) foi solicitada para analisar o comportamento da morfologia da curva de pressão intracraniana (PIC), após procedimento que causa hipoperfusão cerebral e para confirmar se as medidas de neuroproteção foram efetivas. O paciente foi monitorado três vezes (no pós-operatório imediato, primeiro pós-operatório e segundo pós-operatório.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Alteração da complacência cerebral (relação P2/P1 = 1,08)

conduta médica
Manter sedação e aguardar 24 horas para nova monitorização

segunda monitorização
Alteração de complacência cerebral, P2>P1, com piora na relação P1/P2 = 1,52

conduta médica
Otimização do esquema de sedação para neuroproteção

terceira monitorização
Complacência cerebral dentro dos padrões de normalidade com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,75)

conduta médica
Iniciar desmame de sedação para extubação do cliente

desfecho

Extubação do cliente no quarto pós-operatório, sem sequelas neurológicas e com redução do tempo de permanência na UTI

caso clínico 2 – procedimentos cirúrgicos com uso de circulação extracorpórea (cec)

acompanhamento do paciente UTI

Homem, 40 anos, com diagnóstico de Síndrome de Marfan, com correção da dissecção aórtica há 9 anos, foi admitido com diagnóstico de endocardite em tubo. Submetido à troca de um tubo valvulado mais reimplantes de artéria coronária.

Durante o procedimento cirúrgico, ficou em circulação extracorpórea por 182 minutos, com pinçamento da aorta no 112° minuto e hipofluxo cerebral por 9 minutos.

Após procedimento foi encaminhado à UTI, intubado, em ventilação mecânica com uso de drogas vasoativas. No mesmo dia apresentou uma crise convulsiva tônico-clônica.

Foi solicitada a monitorização de pressão intracraniana não invasiva (PICNI) para acompanhar a efetividade das medidas de neuroproteção. Ao todo, o paciente foi monitorado quatro vezes (pós-operatório imediato, 1° pós-operatório, 2° pós-operatório, 3° pós-operatório).

achados e conduta médica

primeira monitorização
Alteração de complacência cerebral com P2> P1 (relação P2/P1 = 1,3)

conduta médica
Otimização do esquema de sedação e prevenção de isquemia cerebral secundária.

segunda monitorização
Realizada no primeiro pós-operatório. Mantém alteração de complacência cerebral com P2>P1, porém com melhora da relação P2/P1 (relação P2/P1 = 1,21).

conduta médica
Otimização do esquema de sedação para neuroproteção.

terceira monitorização
Realizada no segundo pós-operatório. Progressão do quadro com melhora da complacência cerebral, no entanto, P2>P1 (relação P2/P1 = 0,95).

conduta médica
Manter sedação e realizar nova monitorização em 48 horas.

quarta monitorização
Realizada no quarto pós-operatório. Paciente respondeu bem à neuroproteção e a morfologia da PIC está quase normalizada, P2/P1 = 0,87.

conduta médica
Retirar sedação e aguardar para extubação.

desfecho

Paciente foi extubado no quinto dia de internação e não apresentou déficits neurológicos.

neuroproteção após parada cardio-respiratória

neuroproteção após parada cardiorrespiratória

acompanhamento do paciente UTI

aplicação e contexto
Após paradas cardiorrespiratórias, há uma interrupção de fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, alteração da complacência cerebral. A taxa de mortalidade de pacientes nesse estado pode chegar a até 80% e sabe-se que 8 em cada 10 sobreviventes terão sequelas neurológicas. Para prevenção de sequelas desse tipo, intensivistas fazem uso de várias medidas no pós-parada conhecidas pelo termo neuroproteção, conseguindo reduzir a taxa de sobreviventes com sequelas para 2 em cada 10 pacientes.

Como brain4care contribui para a prevenção de sequelas neurológicas pós-parada
O método de monitorização não invasiva Braincare é capaz de auxiliar o intensivista a monitorizar pacientes na UTI no pós-parada, determinando se as medidas de neuroproteção, como sedação e drogas vasoativas, estão desempenhando o papel terapêutico de normalização da complacência cerebral. Dessa forma é possível definir o melhor momento para extubação do paciente, reduzindo os riscos de sequelas neurológicas reversíveis, tais como confusão leve, perda temporária de movimentos e irreversíveis, tais como paresias (redução ou ausência da capacidade de movimentar uma parte ou lado do corpo), sequela neurológica grave (causando dependência física total ou parcial de terceiros).

principais benefícios e impactos

  • Facilidade de utilização do método não invasivo à beira do leito
  • Os dados referentes à morfologia da curva da pressão intracraniana são semelhantes ao valor numérico fornecido pelo método tradicional
  • Da monitorização ao relatório em minutos

artigo científico relacionado
Determinantes de complicações neurológicas no uso da circulação extracorpórea (CEC)
Natia de Freitas Barbosa; Danilo Martins Cardinelli; Flávia Falci Ercole
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG – Brasil

caso clínico 1 – neuroproteção após parada cardiorrespiratória

acompanhamento do paciente UTI

Homem, 64 anos, com diagnóstico de Adenocarcinoma tubular invasivo pouco diferenciado de sigmoide. Realizou cirurgia eletiva de retossigmoidectomia com anastomose T-T sem intercorrências, encaminhado ao leito após período de recuperação anestésica.

No mesmo dia, após 1 hora no leito de enfermaria, apresentou parada cardiorrespiratória em AESP (atividade elétrica sem pulso), com retorno de ritmo cardíaco após 8 minutos de manobras de ressuscitação de acordo com as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiac Life Support).

Paciente, hemodinamicamente estável, foi encaminhado à UTI e iniciou medidas de neuroproteção por 24 horas: sedação e analgesia, controle de temperatura (entre 35 – 36ºC), controle glicêmico, PCO2 (pressão parcial de gás carbônico) entre 35 e 40 mmHg, capnografia contínua, hidratação objetivando PVC (pressão venosa central) entre 8 e 12 mmHg, PAM (pressão arterial média) entre 90 e 100 mmHg, monitorização não invasiva de débito cardíaco contínua, saturação de oxigênio acima de 94%, sódio plasmático acima de 140 mEq/L, eletroencefalograma contínuo, monitorização da PICNI (pressão intracraniana não invasiva) antes do início da sedação e após retirada total da sedação. A monitorização da PICNI foi solicitada para constatar se as medidas de neuroproteção foram eficazes para reduzir possíveis danos cerebrais pela parada cardiorrespiratória.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Alteração da complacência cerebral (relação P2/P1 = 1,46).

conduta médica
Iniciar sedação e demais medidas de neuroproteção conforme prescrição médica.

segunda monitorização
Complacência cerebral sem alterações (relação P2/P1 = 0,64).

conduta médica
Iniciar retirada de sedação para extubação.

desfecho

Extubação do cliente no quarto pós-operatório, sem sequelas neurológicas e com redução do tempo de permanência na UTI.