auxílio no diagnóstico

relatórios detalhados permitem observar alterações na morfologia do pulso da pressão intracraniana e verificar a complacência cerebral em minutos.

hidrocefalia

hidrocefalia

auxílio no diagnóstico UTI ambulatorial

aplicação e contexto
Hidrocefalia é uma doença causada pelo acúmulo anormal de líquor no cérebro, em um ou mais seios ventriculares, causando alteração da complacência cerebral e manifestações clínicas como cefaleia (intensificada quando a pessoa está deitada e melhora quando está sentada ou em pé), confusão mental, perda de memória e equilíbrio. Pode acometer adultos e crianças e o diagnóstico diferenciado muitas vezes é difícil e demorado, pois os exames por imagem podem ser inespecíficos.

Em adultos, a hidrocefalia pode ocorrer em decorrência de outras doenças, tais como AVC, tumores cerebrais, traumas, hemorragias intracranianas. Em crianças, o crescimento impõe a necessidade de realizar cirurgias periódicas para substituição da extensão ou da válvula.

como brain4care contribui para o auxílio diagnóstico de hidrocefalia
A monitorização não invasiva brain4care é capaz de determinar se há alteração da complacência cerebral em tempo real, não requer contraste nem preparação e pode ser realizada em vários estágios ao longo da jornada do paciente.

O exame é realizado com o paciente deitado e sentado: se há melhora na complacência cerebral quando sentado, temos um indicador positivo para hidrocefalia, pois nessa posição há maior incidência da gravidade ocasionando maior drenagem de líquor e melhora da complacência cerebral.

principais benefícios e impactos

  • A monitorização pode ser realizada em minutos, em diversos ambientes de assistência, sem dor nem riscos ao paciente
  • Capacidade de determinar alterações da complacência cerebral relacionadas a estágios iniciais de hidrocefalia e nos casos onde os exames de imagem são inespecíficos
  • Aumenta a segurança na prescrição de procedimentos invasivos, apontando quando são realmente necessários
  • Reduz a repetição de procedimentos invasivos e exposição a agentes radioativos na busca do diagnóstico

artigo científico relacionado
Analysis of a Minimally Invasive Intracranial Pressure Signals During Infusion at the Subarachnoid Spinal Space of Pigs.
Acta Neurochirurgica Supplement, 2018
G. Frigieri, R.A.P. Andrade, C.C. Wang, D. Spavieri Jr., L. Lopes, R. Brunelli, D.A. Cardim, R.M.M. Verzola, and S. Mascarenhas.
Noninvasive intracranial pressure monitoring for HIV-associated cryptococcal meningitis.

caso clínico 1 – hidrocefalia em adulto

auxílio no diagnóstico UTI

Adulto, sexo feminino, 65 anos, com diagnóstico de HSA (Hematoma Subaracnóideo) classificação Fisher III. Consciente, contactuante, orientado no tempo e no espaço, apresenta cefaleia intensa em base de crânio, com piora em decúbito inferior a 30°.

A monitorização da PICNI (Pressão intracraniana não invasiva) foi solicitada pelo médico para auxiliar no diagnóstico de hidrocefalia e hipertensão intracraniana.

Foram realizadas duas monitorizações nos dias 12/12/18 e 13/12/18, ambas com mudança de decúbito: os primeiros 5 minutos em decúbito dorsal horizontal e os 5 minutos em decúbito elevado 45°.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Decúbito dorsal horizontal. Alteração da complacência cerebral (relação P2/P1 = 1,210)

primeira monitorização
Decúbito dorsal elevado 45°. Alteração da complacência cerebral, mas com melhora da relação P2/P1 (relação P2/P1 = 0,849)

conduta médica
Realização de punção lombar para drenagem de líquor

segunda monitorização
Após a punção lombar, paciente apresenta melhora dos sintomas (cefaleia). Decúbito dorsal horizontal. Alteração da complacência, porém com melhora da relação P2/P1 (relação P2/P1 = 1,030)

segunda monitorização
Decúbito dorsal elevado 45°. Mantém alteração de complacência, porém relação P2>P1 melhorou em relação ao decúbito dorsal
horizontal (relação P2/P1 = 0.965)

conduta médica
Por causa da melhora significativa do quadro clínico, optou-se aguardar mais 24 horas para reavaliação e para a alta na semi-intensiva

desfecho

Paciente com melhora do quadro clínico e diagnóstico rápido

caso clínico 2 – hidrocefalia pediátrica

auxílio no diagnóstico Ambulatorial

Menina, 8 anos, nascida prematura com 32 semanas, GI, Apgar 4/8, com diagnósticos prévios de: hemorragia intracraniana grau III no ventrículo esquerdo e grau II no direito com 18 dias de vida, terceiroventriculostomia no 28° dia de vida, colocação de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) sem regulagem no ventrículo direito aos 60 dias de vida e troca desta válvula aos 3 anos de idade por uma válvula com regulagem.

Nova troca da DVP aos 4 anos de idade por um modelo programável com sifão, regulada em 16mmHg.

Deu entrada no serviço de emergência apresentando cefaleia intensa; foi realizado exame de fundo de olho com resultado normal.

Foi solicitada monitorização da pressão intracraniana não invasiva para auxílio no diagnóstico.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Alteração de complacência cerebral, com P2>P1 (relação P2/P1 = 0,999)

conduta médica
Realização de novos exames de imagem (tomografia computadorizada) que evidenciou hidrocefalia, optou-se então pela colocação de outra derivação ventrículo-peritoneal (DVP) no ventrículo esquerdo

primeira monitorização
Realizada no pós-operatório de colocação de derivação ventricular peritoneal (DVP).

Sem alterações de complacência cerebral, com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,586)

conduta médica
Avaliação clínica com melhora dos sinais e sintomas, optando-se pela alta hospitalar e acompanhamento ambulatorial.

desfecho

Diagnóstico rápido e efetivo, com economia de recursos e ganho de qualidade de vida para a paciente e seus familiares.

funcionamento inadequado de válvulas de dvp

funcionamento inadequado de válvulas de dvp

auxílio no diagnóstico ambulatorial

aplicação e contexto
Pessoas com hidrocefalia possuem um acúmulo anormal de líquor em um ou mais seios ventriculares, causando alteração da complacência cerebral. O tratamento desses pacientes inclui a implantação cirúrgica de uma válvula que drena o excesso de líquor e mantém o sistema nervoso central em equilíbrio (válvula de DVP). Mesmo com a válvula implantada, esses pacientes podem apresentar manifestações clínicas como cefaleia, confusão mental, perda de memória e equilíbrio. Determinar se a causa das manifestações está ou não relacionada ao funcionamento inadequado das válvulas pode ser difícil, especialmente quando o resultado dos exames de imagem não correspondem ao quadro clínico dos pacientes.

como brain4care contribui para verificar o funcionamento de válvulas de dvp
O método de monitorização não invasiva brain4care é capaz de determinar se há alteração da complacência cerebral em tempo real e de forma dinâmica. Ao comparar as alterações no estado do paciente, após realizar leituras nas posições sentada e deitada, é possível identificar se os sintomas estão relacionados à vazão inadequada ou ao mau funcionamento da válvula, auxiliando na definição do diagnóstico.

  • Se a piora dos sintomas do paciente acontece quando ele está deitado e nesta posição a curva da PIC está alterada, é sinal de que a válvula não está dando a vazão necessária
  • Se a piora acontecer quando o paciente estiver sentado e nesta posição a curva da PIC estiver alterada, é sinal que a válvula está drenando mais do que o necessário

principais benefícios e impactos

  • A monitorização pode ser realizada em minutos, em diversos ambientes de assistência, sem dor nem riscos ao paciente
  • Permite determinar com precisão e rapidamente o real funcionamento da válvula de DVP, contribuindo para acelerar e qualificar a definição do diagnóstico
  • Oferece uma nova perspectiva de análise para o diagnóstico, especialmente diante de exames de imagem inespecíficos
  • Reduz a repetição de procedimentos invasivos e exposição a agentes radioativos na busca do diagnóstico

artigo científico relacionado
Avaliação de método não invasivo para monitorização da pressão intracraniana em crianças e adolescentes portadores de hidrocefalia – Tese de Mestrado
Matheus Fernando Manzolli Ballestero

caso clínico 1 – hipertensão intracraniana causada por infecções do sistema nervoso central (snc)

auxílio no diagnóstico UTI

Menina, 11 anos, com queixa de cefaleia e piora da acuidade visual. Ao exame físico ECG 15, pupila D não fotorreagente, pupila E fotorreagente, presença de rigidez de nuca, sem déficits motores ou sensitivos. Solicitada avaliação da neurocirurgia por suspeita de hipertensão intracraniana e trombose venosa central. Solicitada tomografia computadorizada de crânio, exame de fundo de olho, coleta de líquor com raquimanometria, monitoramento não invasivo da pressão intracraniana e exames laboratoriais. Optado por internação hospitalar devido à necessidade de acompanhamento com especialidades pediátricas não disponíveis em serviço de origem.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Após realização de TC de crânio, apresenta alteração de complacência cerebral com P2>P1 (relação P2/P1 = 1,124).

conduta médica
Realização de punção liquórica, com pressão de abertura de 40 cmH2O e pressão de fechamento 29 cmH2O.

Introdução de acetazolamida e punções lombares de controle e alívio de hipertensão intracraniana.

segunda monitorização
No sétimo dia de internação, melhora da complacência cerebral, com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,856), o que pode indicar a eficácia da terapia medicamentosa e invasiva de punção lombar.

conduta médica
Realização de nova punção lombar, apresentou pressão de abertura de 9 cmH2O (dentro dos padrões de normalidade), sendo suspenso o uso de acetazolamida.

terceira monitorização
Realizada no 16° dia de internação. Complacência cerebral dentro dos padrões de normalidade com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,703), melhora clínica importante com ausência de cefaleia e rigidez de nuca, porém mantém diminuição importante da acuidade visual, principalmente a esquerda

conduta médica
Alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial do caso

desfecho

Auxílio de diagnóstico diferenciado em caso de difícil manejo com impacto financeiro irrisório comparado ao ganho em tempo e qualidade de vida associado à reversão da infecção.

hipertensão intracraniana causada por infecções do sistema nervoso central

hipertensão intracraniana causada por infecções do sistema nervoso central (snc)

auxílio no diagnóstico UTI

aplicação e contexto
Hipertensão intracraniana (HIC) é um estado clínico caracterizado pelo aumento da pressão dentro do crânio, comprimindo todas as estruturas do cérebro, causando entre outras coisas, a perda permanente da visão e até a morte.

Uma das causas da HIC são as infecções do SNC. Elas são muito graves, causadas por negligência no tratamento de doenças infecciosas de outras partes do corpo, perda de resistência imunológica e infecções relacionadas à assistência de saúde (iatrogenia).

O diagnóstico da infeção do SNC é simples, mas a identificação da HIC necessita de procedimentos invasivos (punção lombar).

como brain4care contribui para o auxílio diagnóstico de infecções de SNC
A monitorização não invasiva brain4care permite acesso simples, rápido, seguro e indolor a alterações na complacência cerebral, em todos os momentos da jornada do paciente, acelerando e ampliando o acesso ao diagnóstico de infecções do SNC.

Ao apontar alterações da complacência cerebral em tempo real o método auxilia na definição do diagnóstico e no acompanhamento da resposta aos medicamentos.

principais benefícios e impacto:

  • A monitorização pode ser realizada em minutos, em diversos ambientes de assistência, sem dor nem riscos ao paciente
  • Permite acelerar a definição do diagnóstico, qualificar as decisões de conduta e o acompanhamento dos pacientes
  • Contribui para redução do risco de sequelas irreversíveis como a perda da visão e afasta o risco de morte do paciente
  • Reduz a repetição desnecessária de procedimentos invasivos e exposição a agentes radioativos na busca do diagnóstico

artigo científico relacionado
Noninvasive intracranial pressure monitoring for HIV-associated cryptococcal meningitis.
Braz J Med Biol Res. 2017
Bollela VR, Frigieri G, Vilar FC, Spavieri DL Jr, Tallarico FJ, Tallarico GM, Andrade RAP, de Haes TM, Takayanagui OM, Catai AM, Mascarenhas S.

caso clínico 1 – hipertensão intracraniana causada por infecções do sistema nervoso central (snc)

auxílio no diagnóstico UTI

Menina, 11 anos, com queixa de cefaleia e piora da acuidade visual. Ao exame físico ECG 15, pupila D não fotorreagente, pupila E fotorreagente, presença de rigidez de nuca, sem déficits motores ou sensitivos. Solicitada avaliação da neurocirurgia por suspeita de hipertensão intracraniana e trombose venosa central. Solicitada tomografia computadorizada de crânio, exame de fundo de olho, coleta de líquor com raquimanometria, monitoramento não invasivo da pressão intracraniana e exames laboratoriais. Optado por internação hospitalar devido à necessidade de acompanhamento com especialidades pediátricas não disponíveis em serviço de origem.

achados e conduta médica

primeira monitorização
Após realização de TC de crânio, apresenta alteração de complacência cerebral com P2>P1 (relação P2/P1 = 1,124)

conduta médica
Realização de punção liquórica, com pressão de abertura de 40 cmH2O e pressão de fechamento 29 cmH2O.

Introdução de acetazolamida e punções lombares de controle e alívio de hipertensão intracraniana.
segunda monitorização
No sétimo dia de internação, melhora da complacência cerebral, com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,856), o que pode indicar a eficácia da terapia medicamentosa e invasiva de punção lombar.

conduta médica
Realização de nova punção lombar, apresentou pressão de abertura de 9 cmH2O (dentro dos padrões de normalidade), sendo suspenso o uso de acetazolamida.

terceira monitorização
Realizada no 16° dia de internação. Complacência cerebral dentro dos padrões de normalidade com P1>P2 (relação P2/P1 = 0,703), melhora clínica importante com ausência de cefaleia e rigidez de nuca, porém mantém diminuição importante da acuidade visual, principalmente a esquerda.

conduta médica
Alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial do caso.

desfecho

Auxílio de diagnóstico diferenciado em caso de difícil manejo com impacto financeiro irrisório comparado ao ganho em tempo e qualidade de vida associado à reversão da infecção.