Hospital Nossa Senhora das Neves é o primeiro da Paraíba a adotar na UTI a monitorização totalmente não invasiva da pressão e complacência do cérebro

A tecnologia é da startup brasileira brain4care que fornece o método disruptivo de monitorização não invasiva da pressão e complacência do cérebro por meio de um modelo de negócios que facilita a escalabilidade da solução: uma assinatura fixa mensal por sensor, independentemente do volume de monitorizações

O Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), em João Pessoa (PB), acaba de adotar na rotina da UTI o método não invasivo de monitorização da complacência e pressão intracraniana da startup brasileira brain4care. Com isso, o HNSN é o primeiro da Paraíba a ter essa tecnologia. Esse investimento acontece alinhado a três pilares: inovação, efetividade do método de monitorização na UTI e investimento no desenvolvimento científico”, afirma Luís Livieri, CEO do HNSN. A efetividade da monitorização não invasiva da brain4care é reconhecida pelo médico José Lopes de Sousa Filho, Coordenador da Neurocirurgia do HNSN. Segundo ele, o método brain4care tem se revelado importante como suporte à decisão de médicos da UTI. “É uma tecnologia disruptiva que por ser não invasiva e sem riscos para o paciente entra como um parâmetro a mais para guiar a conduta médica”, diz.

Segundo Livieri, o projeto do HNSN é utilizar a solução por três meses na UTI, consolidar os dados e, em seguida, formar um comitê para avaliar onde mais a monitorização não invasiva pode ser utilizada. Uma possibilidade a ser estudada é na triagem de pacientes no Pronto Socorro. O HNSN também tem um Instituto de Pesquisa e considera investir em estudos que envolvam dados sobre a pressão intracraniana e a complacência intracraniana. Além disso, o CEO destaca que a brain4care fornece sua tecnologia por meio de um modelo de negócios que facilita a escalabilidade da solução: uma assinatura fixa mensal por sensor, independentemente do volume de monitorizações.

Por que é inovadora e disruptiva?

Para entender porque a monitorização cerebral não invasiva é inovadora e disruptiva é preciso saber que a medicina no mundo em relação a caixa craniana no adulto guia-se por um dos pilares da doutrina científica de Monroe-Kellie, de 1783. Essa teoria afirma que a caixa craniana é inextensível no adulto e que, portanto, qualquer dado sobre a pressão intracraniana só pode ser obtido por meio de procedimentos invasivos. E assim, o protocolo convencional e consolidado na medicina para obter informações sobre a pressão intracraniana pressupõe fazer um furo na caixa craniana e inserir um cateter no cérebro do paciente. Por ser invasivo, esse procedimento cirúrgico somente é realizado em casos selecionados, em que o médico avalia o risco versus os benefícios para o paciente.

Mas o cientista brasileiro Sérgio Mascarenhas descobriu que a caixa craniana é expansível e publicou seu primeiro artigo sobre o tema em 2012. Com base nessa descoberta, criou a brain4care para levar o benefício da monitorização não invasiva da pressão e complacência intracraniana ao maior número possível de pessoas. Pelo método brain4care, as alterações da pressão intracraniana e da complacência intracraniana são captadas por meio de um sensor totalmente não invasivo encostado na cabeça do paciente com auxílio de uma cinta. Os dados podem ser acompanhados on-line, em tempo real, em um dispositivo (tablet, smarthphone ou monitor hospitalar) conectado à internet. Além disso, o sistema brain4care emite relatórios detalhados da monitorização que são interpretados pelo médico. Toda a tecnologia da informação da brain4care segue o padrão norte-americano de segurança estabelecido pelo HIPPA (Health Insurance Portability and Accountability Act). A solução é certificada pela Anvisa, no Brasil, e liberada pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.

sobre o Hospital Nossa Senhora das Neves

Fundado em 2016, em João Pessoa (PB), o Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN) já nasceu como um hospital digital e tem a inovação em seu DNA. É uma das instituições de saúde mais modernas da Paraíba. Com visão empreendedora, o hospital tem como objetivo consolidar-se como referência em saúde na Região Nordeste. Para isso, investiu em uma moderna estrutura hospitalar com os melhores recursos humanos e tecnológicos de apoio.

A instituição com 164 leitos atende os principais convênios e as especialidades: anestesiologia, aparelho digestivo, cardiologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular, dermatologia, ginecologia, neurocirurgia, obstetrícia, oncologia cirúrgica, oncologia clínica, ortopedia/traumatologia, radiologia, transplante, urgência/emergência e urologia. O HNSN ainda dispõe dos serviços de câmaras hiperbáricas, hemodiálise intra-hospitalar, laboratório, Centro de Diagnóstico de Imagem e, recentemente, de uma urgência oncológica 24 horas.

reconhecimento

Com apenas três anos de funcionamento, o HNSN foi o primeiro da Paraíba a conquistar a acreditação internacional Qmentum, uma metodologia canadense que orienta e monitora os altos padrões de excelência em qualidade e segurança do paciente. Em 2020, a instituição foi qualificada novamente. Pelo Conselho Federal de Enfermagem, a equipe do hospital recebeu a certificação de qualidade das boas práticas na gestão de risco e segurança do paciente no contexto do exercício profissional da enfermagem. O HNSN recebeu ainda os reconhecimentos da SRC (Surgical Review Corporation) como centro de excelência em cirurgia bariátrica e metabólica e da Epmed com o título de unidade de terapia intensiva Top Perfomance.

sobre a brain4care

A brain4care é uma startup brasileira que nasceu a partir do desenvolvimento de uma inovação disruptiva: método pioneiro no mundo capaz de monitorar alterações de pressão e complacência intracraniana por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC) e sua tendência ao longo do tempo, de maneira totalmente não invasiva. O propósito da brain4care é desafiar os limites da medicina para vivenciar histórias de saúde e felicidade. Sua missão é reduzir a dor e o sofrimento de milhões de pessoas estabelecendo um novo sinal vital, acessível a todos e em qualquer lugar. No Brasil, a empresa conta com escritórios nas cidades de São Paulo e São Carlos, e nos Estados Unidos, em Atlanta.

A brain4care foi acelerada pela Singularity University em 2017, escolhida entre mais de 500 candidatas de todo mundo. Além disso, foi finalista do Global Grand Challenge Awards by Singularity University, reconhecida pelo uso de tecnologias exponenciais para impactar positivamente a vida das pessoas em escala global e teve sua tecnologia exposta no Exponential Medicine em 2017 e 2019. Foi também vencedora do prêmio INOVA Saúde 2017, da ABIMO. Em 2018, foi apontada no ranking ‘100 Startups to Watch 2018’, um estudo das revistas PEGN e Época Negócios, da Editora Globo, e da Corp.VC, braço de corporate venture da consultoria EloGroup. Em 2019, a brain4care venceu do projeto Startups Anahp, da Associação Brasileira de Hospitais Privados. No mesmo ano, a solução brain4care foi certificada pela Anvisa, no Brasil, e liberada pelo FDA, nos Estados Unidos.

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